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          31/03/2015 - Atualizado em 31/03/2015 23h09

Setor de higiene, perfumaria e cosméticos faturou R$ 101 bi em 2014


Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos ligados à beleza. 
Nem mesmo a alta do dólar desanima os empresários do segmento
O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos ligados à beleza. Nem mesmo a alta do dólar e dos novos impostos que vêm por aí para o setor desanimam os empresários que investem nesse segmento bilionário.

A alta do dólar já começou a influenciar no mercado da beleza. Em média, 80% das matérias-primas usadas nos cosméticos fabricados no Brasil são importadas, mas o preço mais salgado de alguns produtos não desanimou o mercado, que cresce em média 10% ao ano. Uma feira do setor em São Paulo atraiu mais de 110 mil visitantes.

Mais de 950 expositores mostraram novidades, como uma limpeza de pele com lâminas de ouro ou uma maleta que abre e vira um camarim. Compradores para esses produtos não faltam. Segundo o Sebrae, por mês 7 mil novos salões são abertos no país.

A indústria da beleza emprega hoje no Brasil 4,8 milhões de pessoas. Oitenta por cento dessas vagas são ocupadas por mulheres, mas é só dar uma voltinha na feira para ver que os homens estão ganhando cada vez mais espaço.

O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor do setor de beleza do mundo, atrás só dos Estados Unidos e China, mas o presidente da associação que representa o setor se preocupa com o futuro. Ele diz que a extensão do IPI para distribuidores interdependentes pode gerar grandes perdas.

Apesar da previsão negativa, não faltam empresários que veem no mercado brasileiro muito potencial. O faturamento do setor no ano no passado foi de R$ 101 bilhões, 1,8% por cento do PIB nacional.

Mulheres são maioria na venda direta

21/04/2015 às 10:01
Mercado brasileiro é formado por 90% de mão de obra feminina

No Brasil, a venda direta cresce em média 7% ao ano e existem mais de 4,5 milhões de revendedores autônomos atuando no mercado. Mais de 90% da força de venda é formada por mulheres e o principal setor em que atuam é o de produtos de beleza. Entretanto, há outros setores mais voltados às mulheres, com amplo potencial de expansão, que podem ser ainda melhor explorados, como: semijoias, cintos, calçados, eletrodomésticos, entre outros.

A participação da mulher na venda direta está relacionada a sua história de conquistas no mercado de trabalho. Foi esse modelo de venda que proporcionou a primeira oportunidade formal para a mulher empreender, não só no Brasil, como no mundo.

Quando a venda direta ganhou força, a mulher ainda precisava cuidar exclusivamente de todas as responsabilidades do lar, dos filhos e do marido; essa é considerada uma das razões do modelo ter sido o mais conveniente, já que é um ramo que não exige formação, domínio de idiomas, pós-graduação, habilidade técnica, nem horário ou local fixo de trabalho.

Mas mesmo com o passar dos anos e a evolução da atividade (do comércio de porta em porta para uma venda feita por meio das relações pessoais), a mulher manteve o seu destaque no setor. E o perfil da mulher que trabalha neste segmento é primeiramente o de dona de casa. “Anteriormente a dona de casa não pertencia a nenhum grupo de estudo ou de trabalho. Com a venda direta, ela passou a pertencer, no mínimo, a um grupo de empreendedoras, passando a ter acesso a cursos e programas de incentivos das empresas. Esse perfil continua muito forte”, afirma Roberta Kuruzu, diretora executiva da ABEVD.




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